Negativados recorrem a empréstimos pela internet

Emprestimo pela internet é boa opção para Negativados

Sem conseguir administrar o próprio orçamento, brasileiros estão deixando as dívidas crescerem e recorrendo a empresas financeiras para lidar com elas, ao mesmo tempo em que fazem novos gastos. O problema é que esta pode ser a porta de entrada para um débito que perca completamente o controle, tornando-se um erro capaz de levar meses (ou até anos) para se corrigir. 

De acordo com o levantamento mais recente do indicador Serasa Experian, 60 milhões de brasileiros estão negativados a mais de 90 dias. Destes, 13% já estão recorrendo às financeiras com o objetivo de sanar o débito sem comprometer outros gastos. Algo que é visto por especialistas como um erro clássico do consumidor.




Segundo explica o economista Isaías Matos, os endividados costumam partir para as Financeiras quando não atendem mais às condições de solicitações de empréstimo nos bancos convencionais. “O que conselho que dou para o consumidor é que não acredite na promessa do “dinheiro fácil”. Se fosse fácil não haveriam milhões de endividados”, alertou.  

As financeiras têm a vantagem de oferecerem uma quantia de dinheiro de modo rápido e facilitado sem pedir garantias a quem já está inscrito no SPC e no Serasa. No entanto, elas cobram juros que bem mais altos que as instituições bancárias e que podem chegar a 1000% ao ano – o maior pesadelo de quem queria inicialmente limpar o nome. 

Como a cobrança de juros é livre no país desde que seja firmado em contrato, o consumidor mais ingênuo ou distraído pode terminar caindo numa armadilha com a mesma facilidade com a qual conseguiu o empréstimo.  

Há outras formas
Para o especialista, o primeiro passo antes de tomar qualquer medida é fazer uma avaliação das causas que levaram a esse endividamento, procurando saber se está gastando mais do que recebe, refazendo o planejamento orçamentário, e cortando tudo que for supérfluo. 

“Com o dinheiro que você economizar, coloque em uma poupança, pois ele será muito útil na hora de negociar um acordo com seus credores, com um belo desconto para pagamento à vista”, detalhou. 

Neste momento também é preciso ter paciência para que, aos poucos, a dívida possa ser liquidada. Uma renegociação com os credores só é recomendada caso seja vantajoso para o consumidor, cabendo no orçamento familiar “com folga”, já que, se não for, poderá agravar ainda mais a situação.   

Matos ainda chama atenção para a possibilidade de trocar uma dívida por outra, como ao contrair um empréstimo com juros de cerca de 4% ao mês para cobrir o cartão de crédito, que tem juros médio de R$ 14,90 ao mês. 

O que fazer quando o estrago está feito

Ainda assim, por mais que não tenha uma ideia clara de como irá devolver o empréstimo, o consumidor brasileiro se deixa seduzir pelo recurso facilitado, e, quando um imprevisto entra no roteiro, o resultado acaba sendo o crescimento da “bola de neve”.




Nesta hora, deve-se evitar o desespero, e ações mais radicais, como a venda dos bens, afinal, por conta do nome sujo, o consumidor já perdeu crédito no mercado e está temporariamente sem poder fazer novas aquisições. O melhor a se fazer é buscar as associações de defesa do consumidor ou mesmo um advogado para contornar a situação. 

Segundo explica a coordenadora de Postos de Atendimento do Procon-BA, Raiana Fonseca, uma boa alternativa é aproveitar as condições vantajosas que os bancos apresentam, sejam em feirão de negociações, sejam em cartas promocionais, já que o pagamento é de interesse para as duas partes. 

“Caso a tentativa de renegociação direta com o banco não ocorra, o consumidor poderá buscar ajuda junto a um dos postos de atendimento do Procon, munido de documentos pessoais, comprovante de residência, bem como faturas ou contratos que comprovem a relação de consumo e o débito existente para que seja possível intermediar o acordo”, explicou a coordenadora.   

A poupança, neste caso, também pode ser uma aliada do consumidor que quer corrigir um erro, e sanar a dívida, mas, novamente o economista chama a atenção: “o equilíbrio financeiro requer sacrifício e muita disciplina”.





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